Tecnologias
de cuidado com idosos são mostradas
nos EUA
Um
dia, as pessoas que sofrem do Mal de
Alzheimer poderão ter telefones
que mostrem a elas a foto da pessoa
que está chamando e lembrem-nas
de quem é a pessoa e qual foi
a última vez que se falaram.
Também poderão caminhar
sob um chão com sensores que
checam seu caminhar e soam um alarme
se a pessoa cair.
O objetivo é prover tecnologias
que "ajudem os idosos e suas famílias
a viverem felizes e saudáveis
em sua própria casa", disse
Eric Dishman, diretor global do Centro
de Pesquisas e Grupo de inovação
da Intel e chairmando Centro Para Serviços
e Tecnologias do Envelhecimento (Cast,
na sigla em inglês). "A
tecnologia já transformou nossas
vidas, do e-mail ao MP3 e das compras
online para as feitas via celular.
Agora, é hora da tecnologia
para transformar a experiência
de envelhecer", disse à Associated
Press o diretor executiva da Cast,
Russel Bodoff.
A organização, ao lado
da exibição de tecnologia,
reúne 400 negócios, grupos,
universidades e outros que estão
trabalhando para encontrar novas maneiras
de melhorar a vida das pessoas mais
velhas. Há quatro focos principais
para as inovações, disse
Dishman: prevenção de
doenças, diagnóstico
o mais cedo possível, apoio
para cuidadores e manutenção
da independência.
Um bom exemplo é o fone da
Intel para aqueles em estágio
inicial do Alzheimer e que desenvolvem
episódios de perda de memória.
Uma tela como a do PC fica perto do
telefone. É o fim das pausas
embaraçosas enquanto o vovô ou
a vovó que atendeu a chamada
fica tentando lembrar quem é a
Cristine que está telefonando:
a tecnologia mostra, na tela, a foto
de Cristine, quem ela é e a última
vez que ela telefonou.
A Accenture tem um armário
de remédios que pode ser programado
para saber (e informar) que remédios
contém e quando eles devem ser
ingeridos. Uma câmera embutida
escaneia o rosto da pessoa que está na
frente do armário e lembra a
ela qual remédio deve ser tomado.
Se a pessoa pega o frasco errado, a
mesma voz avisa sobre o erro.
O Congresso se preocupa muito com
os erros médicos em hospitais,
disse Dishman, mas a maioria deles
ocorre em casa. O armário de
remédios tem até mesmo um
dispositivo que permite medir a pressão
da pessoa, e pode enviar a informação
por e-mail para um enfermeiro ou médico.
Sensores no chão, desenvolvidos
pelo Centro de Pesquisa em Automação
Médica na Universidade da Virginia
rastreia os movimentos do idoso. Eles
podem reconhecer mudanças no
modo de caminhar da pessoa e detectar
uma queda, chamando um enfermeiro para
ajudar. A equipe da universidade também
desenvolveu uma cama que monitora a
respiração e os batimentos
cardíacos e, novamente, pode
pedir ajuda se houver alguma alteração
súbita.
Reconhecendo que pessoas de todas
as idades gostam de jogos, a Universidade
de Ciências Médicas Oregon
desenvolveu videogames que medem a
destreza e a rapidez do jogador. Mudanças
que possam indicar problemas neurológicos
são gravadas e podem ajudar
os médicos a reconhecer padrões
que eles não notariam em consultas
ocasionais.
Um relógio e um sistema computadorizado
desenvolvidos pela Intel rastreiam
os movimentos das pessoas em suas casas.
Se elas esquecem de tomar seus remédios,
o relógio se comunica com o
computador para que este lembre a pessoa.
O usuário pode escolher como
quer ser lembrado: a frase "Agnes, é hora
do remédio", por exemplo,
pode aparecer na tela da TV, ou o telefone
pode tocar e lembrar a pessoa via voz
ou por meio de mensagem de texto.
A Philips Medical criou o Canal Motiva,
um serviço de banda larga que
mostra, na tela do computador, uma
espécie de assistente pessoal
e motivador para o indivíduo.
Motiva pode providenciar lembretes
e recados, sugerir atividades físicas
e dietas e permite ainda que o usuário
consulte uma engermeira com regularidade,
a partir de sua casa.
Há até mesmo um robô desenvolvido
pela Intouch Health para ser usado
em hospitais e centros de cuidados.
Se um paciente cai no meio da noite,
por exemplo, o robô pode ir até onde
ele está, com as pessoas que
tomam conta do paciente, e transmitir
os acontecimentos para um médico
localizado em qualquer lugar, que pode
indicar os cuidados a tomar com o paciente.
E a Medic Alert, mais conhecida pelos
braceletes que advertem sobre alergias
ou outros problemas médicos,
agora tem um cartão de memória
flash que dá acesso a todo o
histórico médico do paciente.
Um médico ou um atendente em
um plantão de emergência,
por exemplo, pode simplesmente plugar
o cartão em qualquer computador
para saber, de imediato, as informações
médicas antes de tratar a pessoa.
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