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Algumas histórias verídicas
Os exemplos a seguir alertam sobre o fato de que na Internet qualquer um pode fingir ser o que quiser, e conversas aparentemente inocentes podem resultar em danos gravíssimos.
1º caso:
Kacie René Woody tinha 13 anos e morava em uma cidadezinha no interior do estado de Arkansas. A mãe falecera em acidente de carro em 1997 e a menina vivia com o pai (policial), e um irmão de 19 anos. A adolescente fizera amizade com um rapaz de 17 anos pela Internet e não via mal algum nisso (afinal, era “apenas Internet”!).
Em 03 de dezembro de 2002, o pai de Kacie saiu para trabalhar e o irmão para ir à biblioteca, deixando a menina sozinha. Enquanto brincava no computador, Kacie não imaginava que estava sendo observada através da janela pelo “amigo virtual” que encontrava-se do lado de fora.
Ao retornar à casa, o irmão percebeu que Kacie sumira. Imediatamente, a polícia de Arkansas e o FBI foram acionados e iniciaram-se as buscas. Em menos de 20 horas a polícia já tinha um suspeito e seu possível veículo, encontrando-os facilmente nos arredores. O pedófilo havia matado a garota com um tiro na cabeça, suicidando-se no momento em que percebeu a aproximação da polícia.
O responsável pelo homicídio tinha 47 anos e não 17 como afirmava nas conversas online.
2º caso:
Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, a avó de uma menina de 11 anos desconfiou quando um rapaz que dizia ter 28 anos perguntou a idade da criança em sala de bate-papo. A avó então, fingindo ser a criança, trocou mensagens por 50 dias com o pedófilo de Pitangui, Minas Gerais (que na verdade tinha 46 anos). O criminoso acabou sendo preso pela polícia após revelar seu número de telefone.
3º caso:
Em Brasília, a polícia também deteve um arquiteto de 49 anos que se fazia passar por criança em salas de bate-papo. A prisão aconteceu depois que uma comerciante carioca conheceu o pedófilo na Internet e decidiu alimentar a amizade a fim de reunir provas para investigação. Usando o nome fictício de Cíntia, a comerciante reuniu fotos e 63 vídeos enviados pelo pedófilo, além de conversas detalhadas sobre os encontros com as crianças. O Promotor de Justiça responsável pelo caso disse que nos vídeos “algumas estão acorrentadas e dá para ouvir os gritos." |