Recife, 11/3/2010 05:41:07
 
 
 
Márcio Waked de Moraes Rêgo
 

FAZER A DIFERENÇA

    Informatizar 100% das comarcas até o final de 2007. Márcio Waked de Moraes Rêgo, novo diretor de Informática do Tribunal de Justiça de Pernambuco, propôs esse grande desafio e sua equipe aceitou. “É um projeto em que nós acreditamos, que nós temos condições de cumprir e que, através de um alinhamento com as demais diretorias, a gente certamente vai conseguir realizar”, afirma. “Algumas comarcas no interior ainda não têm a disponibilidade de links de comunicação, mas podem ser informatizadas com uma solução intermediária que permita interagir, ainda que de uma forma parcial, com o sistema centralizado”.

    A idéia é disponibilizar uma versão do Judwin que está sendo chamada de Judwin remoto, com as principais funcionalidades do Judwin on-line. Enquanto no Judwin on-line as informações geradas dentro do sistema são colocadas na base de dados do Tribunal em tempo real, no Judwin remoto a conexão será através de uma linha telefônica discada e se dará de forma parcial, em determinado horário do dia, quando ocorrerá a transmissão das informações.

    Outros grandes desafios são a informatização do Colégio Recursal e do Juizado de Execuções, além da implantação, em todos os cartórios, do GARP, sistema de controle de
arrecadação de custas que, segundo Márcio, poderá, inclusive, permitir um aumento de receita.

    Graduado em Matemática, com MBAs em Gestão Empresarial e em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e com a certificação internacional de gerência de projetos concedida pelo PMI (Project Management Institute), Márcio Waked tem longa experiência na área de tecnologia aplicada aos negócios. Trabalhou na Unisys, empresa multinacional norte-americana que atua como integradora de projetos, e no C.E.S.A.R. (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), onde foi responsável pelas áreas de negócios nacionais e internacionais, de marketing e de incubação de empresas. É professor de Gestão Empresarial do MBA do CEDEPE e docente do Instituto Haggai, que visa ao aprimoramento das qualidades dos líderes cristãos.

    Trabalhando pela primeira vez em uma instituição pública, Márcio se diz extremamente motivado por perceber, na atual gestão, a vontade de “fazer diferente para fazer a diferença”. Salienta, além disso, que a equipe de Informática do Tribunal, embora pequena e carente de recursos, é de altíssimo nível. “É um pessoal comprometido, capacitado, com vontade de estar sempre melhorando e atendendo da melhor forma possível”, avalia.

    Na apresentação que fez a sua equipe quando assumiu a Diretoria, Márcio reforçou três diretrizes: trabalhar pensando no benefício que a ação trará ao usuário final; visar à satisfação do usuário interno, que deve ter na Diretoria de Informática uma ferramenta de produtividade do trabalho; e ter sempre a consciência de estar lidando com recursos públicos, que não pertencem diretamente a ninguém, mas são de todos. Essas diretrizes, segundo diz, estão vinculadas à busca da excelência no atendimento. “Nós não vamos nos conformar com o atendimento que nós prestamos por melhor que ele esteja acontecendo”, diz. “A gente sempre vai estar buscando melhorar”.

    Responsabilidade social – “Cada um de nós tem um propósito nessa vida e eu não consigo imaginar um propósito que não esteja atrelado a promover o bem-estar, a dignidade, a cidadania das pessoas que precisam”, afirma Márcio Waked. “O ponto de vista cristão também nos remete a esse tipo de reflexão. O próprio Jesus nos coloca que Ele não veio para ser servido, mas para servir. Então, nosso propósito não pode ser muito diferente disso”. É assim que o diretor de Informática explica sua motivação para o trabalho voluntário que realiza com a Casa da Esperança, organização não-governamental (ONG) que conheceu há um ano e meio e onde, atualmente, ocupa a vice-presidência. “Se a gente quiser, a gente tem tempo para fazer tudo que acha que tem de fazer”, explica. “É só uma questão de decisão, de definir as prioridades”.

    Com uma visão de auto-sustentabilidade, para capacitar e promover a comunidade sem assistencialismo, e foco nos jovens, faixa etária em que se iniciam os problemas a serem prevenidos, a Casa da Esperança atua em quatro comunidades carentes de Jaboatão dos Guararapes, onde vivem cerca de 1.700 famílias. A instituição mantém uma creche que atende a 67 crianças e, no mesmo espaço, realiza um trabalho de acompanhamento pré-natal, de pós-parto e de planejamento familiar com aproximadamente 40 mães-gestantes, além de promover cursos profissionalizantes voltados para os jovens.

    Toda a ação tem como base um fundamento cristão, contando a Casa da Esperança com voluntários de diversas igrejas – católicos, anglicanos, presbiterianos. Para os que trabalham na instituição, a orientação cristã com base nos fundamentos da Bíblia propicia a transformação da sociedade através da transformação dos valores e do caráter das pessoas.

    No Tribunal, Márcio também está ligado a um projeto de responsabilidade social que começa a ser desenvolvido através de uma articulação entre a Diretoria de Informática, a Secretaria de Administração e a Diretoria de Recursos Humanos. Ele adianta apenas que o projeto envolverá inclusão digital e procurará engajar as organizações sérias que estejam dispostas a entrar na parceria, de ONGs ao setor privado, além de prever o trabalho voluntário de servidores. “Todos vão ter oportunidade de fazer a diferença”, garante.
 
 
“A Casa da Esperança tem hoje uma estrutura muito pequena face ao grande potencial de transformação que pode realizar naquelas comunidades. Por isso, a gente está em meio a uma grande campanha chamada SOS Esperança, visando a adquirir um espaço maior e ampliar as instalações.”
(Márcio Waked)

Saiba como participar clicando aqui e acessando www.sosesperanca.org.br.
 
Anna Santoro
 
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