arrecadação
de custas que, segundo Márcio, poderá,
inclusive, permitir um aumento de receita.
Graduado em Matemática, com MBAs
em Gestão
Empresarial e em Marketing pela Fundação Getúlio
Vargas e com a certificação internacional de
gerência de projetos concedida pelo PMI (Project Management
Institute), Márcio Waked tem longa experiência
na área de tecnologia aplicada aos negócios.
Trabalhou na
Unisys,
empresa multinacional norte-americana que atua como integradora
de projetos, e no
C.E.S.A.R. (Centro
de Estudos e Sistemas Avançados do Recife),
onde foi responsável pelas áreas de negócios
nacionais e internacionais, de marketing e de incubação
de empresas. É professor de Gestão Empresarial
do MBA do
CEDEPE e
docente do
Instituto
Haggai,
que visa ao aprimoramento das qualidades dos líderes
cristãos.
Trabalhando pela primeira vez em uma instituição
pública, Márcio se diz extremamente motivado
por perceber, na atual gestão, a vontade de “fazer
diferente para fazer a diferença”. Salienta,
além disso, que a equipe de Informática do
Tribunal, embora pequena e carente de recursos, é de
altíssimo nível. “É um pessoal
comprometido, capacitado, com vontade de estar sempre melhorando
e atendendo da melhor forma possível”, avalia.
Na apresentação que fez a sua equipe quando
assumiu a Diretoria, Márcio reforçou três
diretrizes: trabalhar pensando no benefício que a
ação trará ao usuário final;
visar à satisfação do usuário
interno, que deve ter na Diretoria de Informática
uma ferramenta de produtividade do trabalho; e ter sempre
a consciência de estar lidando com recursos públicos,
que não pertencem diretamente a ninguém, mas
são de todos. Essas diretrizes, segundo diz, estão
vinculadas à busca da excelência no atendimento. “Nós
não vamos nos conformar com o atendimento que nós
prestamos por melhor que ele esteja acontecendo”, diz. “A
gente sempre vai estar buscando melhorar”.
Responsabilidade social – “Cada
um de nós
tem um propósito nessa vida e eu não consigo
imaginar um propósito que não esteja atrelado
a promover o bem-estar, a dignidade, a cidadania das pessoas
que precisam”, afirma Márcio Waked. “O
ponto de vista cristão também nos remete a
esse tipo de reflexão. O próprio Jesus nos
coloca que Ele não veio para ser servido, mas para
servir. Então, nosso propósito não pode
ser muito diferente disso”. É assim que o diretor
de Informática explica sua motivação
para o trabalho voluntário que realiza com a
Casa
da Esperança,
organização não-governamental (ONG)
que conheceu há um ano e meio e onde, atualmente,
ocupa a vice-presidência. “Se a gente quiser,
a gente tem tempo para fazer tudo que acha que tem de fazer”,
explica. “É só uma questão de
decisão, de definir as prioridades”.
Com uma visão de auto-sustentabilidade, para capacitar
e promover a comunidade sem assistencialismo, e foco nos
jovens, faixa etária em que se iniciam os problemas
a serem prevenidos, a Casa da Esperança atua em quatro
comunidades carentes de Jaboatão dos Guararapes, onde
vivem cerca de 1.700 famílias. A instituição
mantém uma creche que atende a 67 crianças
e, no mesmo espaço, realiza um trabalho de acompanhamento
pré-natal, de pós-parto e de planejamento familiar
com aproximadamente 40 mães-gestantes, além
de promover cursos profissionalizantes voltados para
os jovens.
Toda a ação tem como base um fundamento cristão,
contando a Casa da Esperança com voluntários
de diversas igrejas – católicos, anglicanos,
presbiterianos. Para os que trabalham na instituição,
a orientação cristã com base nos fundamentos
da Bíblia propicia a transformação da
sociedade através da transformação dos
valores e do caráter das pessoas.
No Tribunal, Márcio também está ligado
a um projeto de responsabilidade social que começa
a ser desenvolvido através de uma articulação
entre a Diretoria de Informática, a Secretaria de
Administração e a Diretoria de Recursos Humanos.
Ele adianta apenas que o projeto envolverá inclusão
digital e procurará engajar as organizações
sérias que estejam dispostas a entrar na parceria,
de ONGs ao setor privado, além de prever o trabalho
voluntário de servidores. “Todos vão
ter oportunidade de fazer a diferença”,
garante.